Dias
atrás, ao assistir a um telejornal, chamou-me a atenção uma jovem
advogada que dava uma entrevista. Não consigo lembrar-me ao certo qual
era o assunto porque um deslize cometido por ela foi tão gritante aos
meus ouvidos que ofuscou o assunto principal da reportagem. Disse a tal
moça algo assim: “ Se eles preverem (…)”, o que me trouxe à mente a dificuldade que alguns tempos verbais apresentam para grande parte das pessoas.
Vamos analisar detalhadamente o erro que a entrevistada cometeu e os motivos que possivelmente induziram-na ao engano.
O verbo empregado pela moça foi o ‘ver’, conjugado (ao menos, foi a tentativa dela) no Futuro do Subjuntivo. Esse verbo é classificado como irregular,
o que significa que, ao longo da conjugação, seu radical sofre
alterações. Para complicar, o tempo verbal também tem particularidades
dignas de nota. Vamos a elas:
Existem, dentro dos paradigmas
(modelos) de conjugação verbal, os chamados tempos primitivos e os
tempos derivados. Isso significa dizer que há tempos que são ‘filhotes’
de outros. Os tempos primitivos são Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito do Indicativo e Infinitivo Impessoal.
Sabendo-se esses três, podemos obter os demais tempos, a partir da
aplicação de algumas ‘fórmulas’ quase matemáticas (não se assustem, é
simples! Apenas subtração será envolvida hehe).
No caso específico
do erro da entrevistada, o tempo que ela pretendeu empregar foi, como
já dissemos, o Futuro do Subjuntivo. Esse tempo é derivado do Pretérito
Perfeito do Indicativo e a ‘fórmula’ para a obtenção é a seguinte:
Tomemos o Pretérito Perfeito do Indicativo do verbo VER:
Eu vi Tu viste Ele viu Nós vimos Vós vistes Eles viram
Agora, vamos utilizar apenas a 3ª pessoa do plural: viram. A fórmula é a seguinte:
3ª pess pl – am = 1ª pess sing Futuro do Subjuntivo
Aí,
a partir da 1ª pess, é só conjugar as outras, usando o novo radical
obtido (radical secundário). Ficará assim, com as conjunções quando ou
se que dão ‘uma mãozinha’:
Viram – am = (quando eu) vir
Quando/Se Eu vir Tu vires Ele vir Nós virmos Vós virdes Eles virem
Mas… esse não é o verbo “vir”? Não! É o “ver” mesmo! Se aplicarmos a mesma fórmula ao vir, obteremos o seguinte:
3ª pess pl = eles vieram
Vieram – am = (quando eu) vier
Quando/Se Eu vier Tu vieres Ele vier Nós viermos Vós vierdes Eles vierem
Outros verbos irregulares costumam apresentar dificuldade semelhante, como o pôr (quando eu puser); fazer (quando eu fizer); trazer (quando eu trouxer); dizer (quando eu disser); ter (quando eu tiver); manter (quando eu mantiver) e assim por diante.
E
o que teria levado a moça a conjugar erroneamente esse verbo? Bem, se
aplicarmos a mesma ‘fórmula de derivação’ a um verbo regular, o
resultado obtido na 1ª pess sing do Futuro do Subjuntivo terá aparência
de Infinitivo. Como no verbo cantar:
Pretérito Perfeito do Indicativo Eu cantei Tu cantaste Ele cantou Nós cantamos Vós cantastes Eles cantaram
3ª pess pl – am = 1ª pess sing Futuro do Subjuntivo = Cantaram – am = (quando eu) cantar
“Quando
eu cantar”… Esse “cantar” fica parecendo Infinitivo, mas é mera
coincidência, ele é mesmo o resultado da derivação. Como nos verbos
regulares essa coincidência se repete, algumas pessoas se atrapalham e
acabam usando o infinitivo e não a forma derivada, principalmente nos
verbos irregulares que lhes parecem ‘estranhos’. A entrevistada cometeu
esse deslize: usou o ‘prever’, como base para a conjugação, errando
assim o tempo verbal, como usam por aí ‘quando eu pôr”, quando eu fazer”
etc, todos resultados do mesmo equívoco.
Até a próxima!
Margarida Moraes
é formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde também
concluiu seu mestrado. Mais de 20 anos de experiência, corretora do
nosso sistema de correção de redação e responsável pela resolução das
apostila de Linguagens e Códigos do infoenem, a professora é colunista
de gramática do nosso portal . Seus textos são publicados todos os
domingos. Não perca!
Como já vimos aqui no InfoENEM, após a proclamação da República em 1889 (clique aqui
para ver ler o artigo), o Brasil passou pelo período denominado
República Velha. Nela vigorou a Política do Café com Leite, alternando o
poder político entre Minas Gerais e São Paulo (veja mais detalhes).
Entretanto, esse período foi seguido por uma série de conflitos e
revoltas. Hoje vamos estudar a Revolução de 1930, que alterou os rumos
da política brasileira.
No ano de 1929, com a Quebra da Bolsa de
Valores nos Estados Unidos, as exportações cafeeiras, que tanto
sustentavam a economia do Brasil, foram afetadas, porque os Estados
Unidos eram grandes consumidores, mas com a crise precisaram cortas
produtos não essenciais – e o café estava incluso nisso.
Além
disso, vemos o Brasil passando por um grande descontentamento da
população com os presidentes. O governo de Artur Bernardes (1924-1926)
foi um exemplo disso, havendo várias revoltas militares para tirá-lo do
poder.
Sob este contexto, ao fim de seu governo, o presidente
paulista Washington Luís deveria indicar um mineiro para as eleições,
mas ele indica outro paulista: Julio Prestes. Então, o presidente de
Minas Gerais (o mesmo que Governador de Estado na época), forma a Aliança Liberal (AL), com a união das oligarquias de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.
Pela primeira vez, a oposição tinha realmente possibilidades de ganhar uma eleição.
A AL indica Getúlio Vargas e João Pessoa como candidatos à presidência e
vice-presidência, mas, através de uma fraude eleitoral, Julio Prestes é
eleito.
Entretanto, João Pessoa morre assassinado num contexto de
lutas regionais, o que fez parecer que o governo atual calava seus
opositores, e também sob a crise econômica que assolava o país, o
governo de Prestes começa a ficar impopular.
Assim, uma revolta militar
parte do sul, com o objetivo de tirá-lo do poder, o que ocorre
facilmente. Getúlio Vargas assume a presidência do país, dando início ao
Governo Provisório entre 1930 e 1934.
Veja o que é o El Niño e Saiba Seus Principais Efeitos
Por Matheus Andrietta
ambienteacreano.blogspot.com
Muito se fala sobre o fenômeno oceânico-atmosférico chamado de El Niño,
que está acontecendo no ano de 2015. Hoje iremos entender do que se
trata e quais as consequências para a vida do planeta como um todo,
lembrando que este assunto pode aparecer no Enem nas questões de
Geografia, da prova de Ciências Humanas.
O
El Niño se caracteriza pela ocorrência do aquecimento superficial das
águas do Oceano Pacífico e redução dos ventos alísios, aqueles que
sopram de altas pressões subtropicais para baixas pressões equatoriais
(leste para a oeste). O período de acontecimento é irregular, podendo ser de 2 a 7 anos, sendo cíclico, no qual cada ciclo tem em média 9 a 12 meses. Começa
a ser percebido entre março e junho de um ano, até atingir seu máximo
entre dezembro e abril e ir enfraquecendo entre maio e julho.
O
fenômeno é natural, mas as causas ainda são desconhecidas por estudiosos
do clima. Quando o aquecimento ocorre, as correntes atmosféricas ou
massas de ar são alteradas e isso afeta o clima mundial.
As
consequências do fenômeno são: o vento soprando com menos força na
região central do Pacífico; aumento de tempestades tropicais na mesma
região; intensificação da seca na região nordeste do Brasil, Indonésia,
Índia e Costa Oeste da Austrália; acúmulo de água quente fora do normal e
aumento das chuvas na América do Sul; além de outros efeitos que ainda
estão sendo estudados pelos climatologistas, como o aquecimento do
inverno na região central dos Estados Unidos, do verão na Europa e a
seca na África.
O evento climático possui o nome de El Niño pelo
fato de acontecer em dezembro, próximo ao Natal, fazendo referência ao
Menino Jesus (Ninõ Jesus, em espanhol). O nome foi dado por pescadores
da região e usado também pelos especialistas. Seu maior efeito ocorreu
nos anos de 1997 e 1998 e o de 2015 vem sendo considerado um evento
intenso.
Muitas
pessoas têm, entre seus amigos, um caso de irmãos gêmeos. E alguns
gêmeos, os mais engraçadinhos, têm o hábito de pregar peças nos outros,
fazendo-se passar um pelo outro, criando quiproquós, sem maiores
prejuízos além de um pouco de confusão e muitas risadas.
Há, entre
as muitas expressões e locuções da nossa língua, algumas que, não sendo
exatamente gêmeas, também causam confusão, mas neste caso COM prejuízo…
prejuízo na comunicação. Vejamos alguns desses ‘falsos gêmeos’ e seu
emprego correto:
Ao encontro de X De encontro a
O Poetinha1
já dizia que “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto
desencontro pela vida”. Desencontro é o que se vê no emprego dessas duas
irmãs gêmeas, principalmente quando alguém quer fazer uma ligação entre
as próprias ideias e às de outrem. Para ajudar a esclarecer o emprego
adequado, vamos contar com a ajuda de outro expoente da música
brasileira, Tim Maia:
Eu preciso te falar, Te encontrar de qualquer jeito Pra sentar e conversar, Depois andar de encontro ao vento.(…)
(In: http://www.vagalume.com.br/tim-maia/um-dia-de-domingo-2.html Acesso em 27-11-2015)
Para ter essa sensação boa causada pelo vento, temos que andar contra
ele e é exatamente isso que significa a expressão “de encontro a”: se
suas ideias vão de encontro às de alguém, vocês pensam de maneira
contrária.
No caso de você concordar com as ideias de outra pessoa, é o caso de empregar a quase gêmea “ao encontro de“:
Minhas ideias vão ao encontro daqueles que defendem os princípios democráticos.
Para
o pessoal de Exatas memorizar bem esse caso, que tal pensar que as duas
expressões são como dois vetores de mesma direção e sentidos opostos?
Em vez de X Ao invés de
Novamente teremos significados diferentes e, por isso, não poderemos empregar indistintamente qualquer uma das duas irmãs.
A expressão “em vez de” deve ser usada com o sentido de “no lugar de”, como na música da dupla Leandro e Leonardo:
Em vez de você ficar pensando nele Em vez de você viver chorando por ele Pensa em mim, Chore por mim, Liga pra mim, Não, não liga pra ele
(In: http://www.vagalume.com.br/leonardo/pense-em-mim.html Acesso em 27-11-2015)
Ou ainda, um sambinha gravado pela Carmen Miranda para reforçar o emprego do tal “em vez de” e, de brinde, uma metonímia:
Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí, Em vez de tomar chá com torradas ele bebeu parati*, Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão, E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão.
http://www.vagalume.com.br/carmen-miranda/camisa-listrada.html Acesso em 27-11-2015)
* parati – metonímia para cachaça em referência ao lugar pelo produto
Ou seja: no lugar de fazer uma coisa, faça outra diferente.
Já a expressão “ao invés de” carrega a informação de que algo saiu ao contrário, as duas informações devem ser opostas, como na frase:
Tomou os remédios, mas ao invés de melhorar, piorou.
A nível de X Em nível de
Bem, este não é um caso de gêmeas ou de falsas gêmeas… “A nível de” NÃO existe!!! O que existe são as expressões em nível de e ao nível de e são usadas da seguinte maneira:
– “em nível de” significa “no âmbito de”, mas não é essencial nas frases, como se vê aqui:
A decisão foi tomada em nível de gerência.
Mas pode muito bem ficar somente:
A decisão foi tomada pela gerência.
– “ao nível de” significa à altura de:
Santos fica ao nível do mar.
A competência dele está ao nível do cargo.
Assim, se buscamos, entre outras qualidades do texto, a concisão, vamos empregar apenas o necessário!
Até a próxima matéria da coluna de gramática do Portal infoEnem!
1. Apelido atribuído por Tom Jobim a Vinícius de Moraes
As
substâncias químicas podem receber inúmeras classificações conforme
critérios específicos e que serão abordados futuramente. O que nos
interessa aqui é a classificação dessas substâncias de acordo com o
número de elementos que as formam.
Basicamente, existem dois tipos de substâncias: simples e compostas.
As substâncias simples são aquelas formadas por um único elemento químico. Por exemplo: O2 (gás oxigênio), O3 (ozônio), Cl2 (Gás cloro), H2 (Gás hidrogênio) etc.
Já
as substâncias compostas, por sua vez, são aquelas formadas por mais de
um elemento químico. Exemplo: KCl (cloreto de potássio), H2SO4 (ácido sulfúrico), H2O (água), CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico), NaHCO3 (bicarbonato de sódio) etc.
Alotropia
Um conceito muito comum da Química
e sempre em alta no Enem e nos vestibulares mais tradicionais é a
alotropia. É um termo relativamente simples, contudo pode confundir
muitos vestibulandos experientes por conta do cansaço na hora da prova.
Mas afinal, o que é alotropia?
É um fenômeno químico no qual um
mesmo elemento determina diferentes substâncias simples. A essas
substâncias, dá-se o nome de formas alotrópicas ou alótropos.
Por exemplo:
O carbono é um elemento químico que, quando disposto em diferentes quantidades, determina diferentes substâncias. A saber:
Grafite – Fórmula molecular Cn,
com n= número de átomos– é um dos alótropos do carbono. Apresenta
geometria de hexágonos consecutivos. É bom condutor de calor e
eletricidade.
Diamante– Fórmula molecular Cn
– outro alótropo do carbono, apresenta estrutura tetraédrica. Tem
dureza extrema, brilho característico, ângulo de lapidação etc. Para se
ter uma noção da sua rigidez, quando se realiza a lapidagem, um diamante
é raspado em outro como parte do processo.
Fulereno – C60-
assemelha-se a uma bola de futebol. Por essa razão é chamado também de
futeboleno. É um lubrificante muito eficiente, porém pouco utilizado
devido ao seu preço elevado.
Não só o carbono, mas também outros elementos químicos apresentam formas alotrópicas, como o oxigênio que tem os alótropos O2 e O3, o fósforo, nas categorias branca (P4) e vermelha (P5) – utilizada em palitos de fósforo – e o enxofre nas formas rômbica e monoclínica.
Vale elucidar que a alotropia é um processo ligado a substâncias SIMPLES, até porque não haveria sentido falar de alotropia para substâncias compostas. Além disso, alótropos dificilmente apresentam propriedades físicas e químicas semelhantes.
História Geral no Enem - Compreenda a Crise de 1929
Por Matheus Andrietta
Um assunto muito cobrado nos vestibulares é a Crise de 1929, também chamada de A Grande Depressão,
que começou nos Estados Unidos e repercutiu pelo mundo inteiro. Ela
causou grande impacto nas economias, inclusive no Brasil, onde a
exportação cafeeira foi seriamente prejudicada. Hoje o infoEnem irá
abordar este tema da área de Ciências Humanas, explorando suas causas e consequências.
No
início do século XX, os Estados Unidos eram o exemplo no assunto
consumismo, fazendo com que nações tivessem sua balança comercial
atreladas ao país, tanto em comércio, quanto em empréstimos, incentivado
o american way of life. Ao mesmo tempo, havia alta especulação
financeira, ou seja, a população começava a investir seu dinheiro na
compra de ações, porque existia uma esperança em lucrar nas empresas e
negócios que iam muito bem no período.
Entretanto, após a Primeira
Guerra Mundial, no período entre os anos 1918 a 1928, o ritmo de vendas
e de produção diminuiu, pois em tempos de paz, o consumo ficou mais
baixo que no período de guerra. Assim, o lucro das empresas foi
diminuindo, causando uma grave recessão no país, seguida por alto índice
de desemprego. A população, achando que os lucros com as ações
melhorariam em breve, começaram a fazer dívidas, ao mesmo tempo em que
as nações do restante do mundo deixavam de comprar os produtos dos EUA
por estarem se reestruturando internamente.
Logo, as
empresas norte-americanas ficaram com muitos produtos em estoque,
entrando em crise. E essas mesmas empresas tinham ações na bolsa.
Assim, no dia 24 de outubro de 1929, 16 milhões de títulos foram colocados à venda, sem que aparecesse nenhum comprador. Isso ocasionou o crash
da bolsa de valores de Nova Iorque. Investidores milionários perderam
toda a sua fortuna, alguns se suicidaram, trabalhadores perderam seus
empregos, nações foram afetadas como um efeito dominó. O Brasil foi
afetado na economia cafeeira, pois os EUA eram grandes compradores de
café e com a crise, esse comércio diminuiu de maneira drástica.
Para a solução do problema, o recém eleito presidente Roosevelt estruturou a política do New Deal de intervenção do Estado na Economia. Mas isso já é assunto para outro artigo.
Johannes Kepler (1571-1630),
foi um brilhante matemático e também astrônomo alemão. Familiarizado
com a astronomia desde criança, Kepler teve a oportunidade de observar
diversos fenômenos durante a sua infância. No período em que estudava
astronomia, foi marcado por várias brigas e reconciliações com Tycho
Brahe, astrônomo dinamarquês. No entanto, após a morte de Tycho, Kepler
teve acesso as anotações do amigo e então conseguiu formular as leis que
regem o movimento dos planetas.
Essas leis são conhecidas como as três leis de Kepler, pertencem ao conteúdo de Física do Enem e serão o nosso objeto de estudo no artigo de hoje.
Primeira Lei de Kepler
Através
da rigorosa observação da movimentação dos planetas, Kepler percebeu
que estes podiam ser regidos por regras matemáticas muito simples.
Assim, em sua primeira lei, ele propôs que os planetas não seguiam uma
trajetória circular, mas sim uma trajetória elíptica e que o sol sempre estava sobre um dos focos da elipse.
A partir dessa lei, teremos dois pontos principais: um em que o planeta
estará com a maior distância possível do sol, que é chamado de afélio e um outro ponto em que o planeta está mais próximo do sol, que é denominado periélio. Veja a figura abaixo:
Segunda Lei de Kepler
Em
sua segunda lei, o astrônomo afirma que as trajetórias realizadas pelos
planetas varrem áreas iguais em intervalos de tempo iguais. Também é
conhecida como lei das áreas, ela teve como consequência a condição de
que, quanto mais afastado do sol estiver um planeta, maior será a sua
velocidade. Sendo assim, com o que vimos da primeira lei podemos
concluir que a velocidade de um planeta será máxima quando este estiver
sobre o periélio e mínima quando estiver sobre o afélio.
Terceira Lei de Kepler
Também conhecida como lei dos períodos,
a terceira lei de Kepler diz que a razão entre o quadrado do período de
um planeta pelo cubo de seu raio médio será sempre igual a uma
constante. O raio médio de um planeta é calculado como a metade da
distância entre seu periélio e seu afélio. Com isso, podemos facilmente
concluir que quanto mais distante estiver um planeta do sol, maior será o
seu período de rotação. Devido ao avanço da tecnologia, isso pode ser
facilmente observado hoje em dia, mas essas leis foram um grande marco
para a astronomia e para toda a ciência! Equacionando a terceira lei,
temos que:
Onde k será a mesma constante para todos os planetas.
Por
fim, percebemos que as leis de Kepler possuem uma simplicidade muito
grande, sendo de fácil entendimento e execução. Porém, se tratam de
constatações muito importantes e funcionam perfeitamente a 5 séculos,
sendo fundamentais para a compreensão e desenvolvimento de toda
astronomia atual.
Confira os 20 Possíveis Temas da Redação do Enem 2016
Por Matheus Andrietta
enem2016.biz
Como
muitos sabem, a nota final do Enem é composta pela média entre a
pontuação do candidato em 5 áreas do conhecimento: Ciências Humanas,
Ciências da Natureza, Linguagens e Códigos, Matemática e Redação.
Dessas, a redação recebe sempre um enfoque peculiar porque muitos
estudantes (e até mesmo os professores e público em geral) ficam
ansiosos em saber qual será o tema, ou seja, sobre o quê o vestibulando terá que dissertar.
De
fato, muitos candidatos relatam realizar a redação com mais segurança e
tranquilidade quando já estudaram ou escreveram sobre o tema pedido.
Até mesmo se o tema foi discutido de maneira peripatética no seu
cotidiano. É com esse objetivo que lançamos hoje a lista abaixo com
breves explicações sobre os principais assuntos que, devido à sua atual
importância na sociedade, podem ser tema de redação do Enem 2016.
Primeiramente, devemos lembrar que tema é um assunto mais específico, mais focalizado. Relembre
a diferença entre esses dois conceitos. Assim, os assuntos aqui
listados podem aparecer na prova com alguns detalhes ou especificações
diferentes, mas tendo o mesmo centro de discussão. Vamos lá?
1. Espaços de convivência
Nos últimos anos, temos observado que os espaços de convivência tem sido cada vez mais fechados, como shoppings,
lanchonetes, etc enquanto que os espaços públicos, como praças, têm
perdido seu uso social. Pense sobre as causas e consequências dessa
transformação.
2. Indústria alimentícia
Outra modificação na sociedade atual é sobre a forma de nos alimentarmos. Fast food,
transgênicos, entre outros pontos geram inquietações sobre a qualidade
dos alimentamos que consumimos. É interessante questionar o impacto
disso na saúde e no modo de vida da população.
3. Desigualdade racial
Negros,
índios, imigrantes, etc são minorias em questão de direitos e
oportunidades na sociedade brasileira. Isso gera violência,
discriminação, desigualdade salarial, entre outras problemáticas que
devem ser urgentemente discutidas em nossa realidade.
4. População LGBT
Outro
grupo social que sofre constante discriminação e violência na sociedade
brasileira é a população LGBT. Essa é uma discussão que necessita ser
feita, além da urgência em pensar soluções, como o exemplo do programa Transcidadania em vigência atualmente na Prefeitura de São Paulo.
5. Intolerância religiosa
Cada
vez mais, a sociedade tem percebido uma gama maior de religiões. Essa
diversidade tem causado intolerância de umas com as outras, além de
estereotipação e visão errada de muitas delas, como islamismo e umbanda,
por exemplo. É interessante pesquisar os principais conflitos e as
consequências que já ocorreram por intolerância religiosa.
6. Xenofobia nas imigrações
O
mundo tem vivido ondas de imigração e a chegada dessas pessoas em
outros países tem sido, na maioria das vezes, hostil, além de sofrerem
preconceito simplesmente pela sua nacionalidade – que é a definição de
xenofobia. Exemplo disso é a população síria que tem vivido na França.
7. Responsabilidade ambiental das empresas
A
ideia de sustentabilidade nas empresas sempre foi algo discutido, mas
agora, principalmente por causa do acidente da Vale em Minas Gerais, a
responsabilidade socioambiental das corporações é ainda mais preocupante
e passível de discussão. É importante estudar esse caso e estar atento
às consequências e repercussão que ainda acontecerão no decorrer de
2016.
8. Pequenas corrupções
A ética pode ser discutida em
diversos aspectos e situações. Uma delas é sobre as ações cotidianas
que cometemos, como furar fila, estacionar em local para deficientes e
idosos, falsificar documentos e atestados etc. A problemática dessas
pequenas corrupções deve ser refletida e analisada.
9. Moda e individualidade
Cada
vez mais, as pessoas têm utilizado a maneira de se vestir como um
reflexo de sua personalidade. A relação entre a moda e a busca de
individualidade dos sujeitos pode ser analisada como um fenômeno
contemporâneo que tenha implicações nas relações sociais.
10. Trote nas universidades
O
trote é visto como a confraternização e socialização dos ingressantes
(bixos) de uma universidade com os estudantes mais antigos. Porém, essa
relação, por se dar de forma hierárquica, muitas vezes se tornando
abusiva, gerando casos de violência, bullying etc.
11. Sistema prisional brasileiro
O
sistema carcerário brasileiro está superlotado e encontra-se com várias
deficiências e problemáticas. Será a prisão, como ela é hoje, o melhor
jeito de lidar com a população penal? Tanto os problemas como
alternativas devem ser discutidas urgentemente no Brasil.
12. Violência urbana
A
violência urbana pode incluir estupro, assaltos, linchamentos etc.
Nesse caso, é importante estudar as especificidades de cada tipo de
violência e levantar algumas reflexões, como as causas, se porte de
armas aumentaria ou não a violência, a segurança pública, entre outros
pontos.
13. Ativismo nas redes sociais
As redes sociais
têm sido usadas para movimentar causas sociais. Desde campanhas e
curtidas até o agendamento de manifestações na rua. Esse fenômeno
merecer ser estudado para refletir se é benéfico e se realmente traz
modificações e reflexos na vida real.
14. Cotas nas universidades
Existem
diferentes tipos de cotas (por renda, para escola pública, para
deficientes e para etnias) nas universidades e algumas estão
interligadas. Antes de pensar se são justas ou benéficas, é importante
sair do senso comum, já que tem muita informação errada divulgada por
aí, e pesquisar como as cotas realmente funcionam e quais são seus
resultados.
15. Conceito de família
O conceito de família
tem sido muito discutido por causa do projeto de lei que define família
como a união entre homem e mulher. Mães solteiras, avôs que criam netos,
famílias homo-normativas e vários outros casos, dessa forma, ficam
excluídos da noção de família e dos direitos cabíveis a eles, como
programas de assistência social e adoção.
16. Estética e saúde
A
valorização de um padrão de beleza causa preocupação de muitas pessoas
pela sua estética. Academias, cirurgias plásticas e dietas são exemplos
disso. Em muitas pessoas, isso também causa doenças como anorexia e
outras complicações. É importante analisar a relação e os limites entre a
estética e a saúde.
17. Modelos de educação
Novos modelos
de educação têm sido discutidos na sociedade, como escola em tempo
integral, novo currículo, novas atividades e interdisciplinariedade,
entre outros assuntos. É importante conhecer mais sobre essas propostas,
além de saber as principais deficiências do modelo atual de ensino.
18. Trânsito nas metrópoles
Nas
grandes cidades, a locomoção tem ficado cada vez mais difícil, e
algumas alternativas têm sido discutidas, como aumento de ciclovias, uso
de transporte público etc. Pesquise sobre os principais problemas e
soluções debatidos e implantados nas Prefeituras das metrópoles
brasileiras.
19. Liberdade de expressão da mídia
Os meios
de comunicação são a principal fonte de informação para a sociedade. Por
isso, deve-se analisar a responsabilidade que elas têm, já que
liberdade de expressão é diferente de liberdade de imprensa. É
importante discutir sobre a veracidade de informações transmitidas pelas
mídias.
20. Uso de drogas pelos adolescentes
Sabemos que
os jovens têm acesso às drogas, lícitas e ilícitas. Muitas vezes, o uso
de entorpecentes começa de forma “recreativa” em festas e encontros. É
importante discutir essa realidade e as problemáticas que isso causa,
como dependência e relação com o tráfico, por exemplo.
Esperamos
que a lista de assuntos sirva como uma fonte de estudos, pesquisas e
práticas para todos aqueles que em 2016 prestarão o exame nacional!
Desejamos uma boa preparação a todos e continue nos acompanhando para
estar por dentro de todas as informações e dicas de conteúdo e estudo
para o Enem 2016!
P.S.: Como Escrever Corretamente Siglas e Abreviaturas
Por Margarida Moraes
www.alunosonline.com.br
Em
época de vestibulares, processos seletivos, concursos e afins, muitos
estudantes ‘dão mais um gás’ na preparação, lendo e produzindo textos
como treino. Procedimento muito adequado e importante, sem dúvida! E que suscita
dúvidas, o que também é importante, principalmente se levar o aluno a
procurar as respostas, é claro!
Muitos textos indicados para
leitura pelos professores giram em torno de atualidades e acabam
trazendo uma série de siglas e abreviaturas, grafadas de muitas
maneiras: com letras maiúsculas, com minúsculas, com ambas, com ponto,
sem ponto… E aí vem a pergunta: qual é a maneira correta?
Como
faria Descartes, ou Jack (o estripador), vamos por partes: tratemos
primeiramente das siglas. Para estas, observaremos as seguintes
orientações:
-Use todas as letras maiúsculas:
se a sigla tiver até três letras, como USP, CEF, PIS, ONU, OEA, PM;
se todas as letras forem pronunciadas (com o nome de cada letra), como INSS, FGTS, BNDES, CNBB
-Com mais de três letras, formando sílabas: use só a inicial é maiúscula, como Unicamp, Embrapa, Unesco, Detran
Mais
duas recomendações: em nenhum dos casos acima se emprega ponto e as
siglas podem ser pluralizadas. No caso de plural, nada de imitar o caso
genitivo da língua inglesa (não se lembra dele? É aquele caso que indica
posse, no Inglês): não se usa apóstrofe, apenas o acréscimo da
desinência ‘s’ de plural: PMs, DSTs, CDs, DVDs.
Agora, vejamos a questão das abreviações.
A
abreviação, diferentemente da sigla, consiste em escrever de forma
reduzida algumas palavras e expressões e encerrá-la com um ponto. Se a
sílaba seguinte for iniciada por duas consoantes, ambas serão escritas e
os acentos ou hífen da palavra original devem ser mantidos
Regra geral: escreva a primeira sílaba e a primeira letra da sílaba seguinte: tel. (telefone); cel. (celular); com. (comercial); séc. (século); pess. (pessoa); dec.-lei (decreto-lei).
E, como não poderia deixar de ser, lá vêm as exceções:
Algumas palavras são abreviadas por contração (supressão das letras do ‘meio’): Bel. (bacharel); cia. (companhia); Exa. (Excelência); Dr. (Doutor);
Algumas não seguem a regra e foram estabelecidas pelo uso: ap. ou apart. ou apto = apartamento cx. = caixa i.e. = isto é p.e. = por exemplo Q.G. = quartel-general S.O.S. = “Save Our Souls’’ ou Salve nossa alma, nos pedidos de socorro
Em tempo: o título Professor é abreviado seguindo-se a regra geral, portanto paramos no ‘f’ e encerramos com um ponto: Prof. e o feminino tem o acréscimo da desinência ‘a’: Profª. Pelo amor de todas as divindades, NÃO COLOQUE ‘O’ na abreviação de ‘professor’!!!
É
claro que há muitas palavras que são empregadas na forma abreviada e,
igualmente, há muitas exceções, o que me leva a lembrar a você, leitor
ávido por conhecimentos, que o dicionário é um aliado imbatível no caso
de dúvidas neste assunto. Você pode recorrer também ao VOLP (Vocabulário
Ortográfico da Língua Portuguesa), que tem uma versão online, no sítio
da Academia Brasileira de Letras (www.academia.org.br).
Até a próxima!
Margarida Moraes
é formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde também
concluiu seu mestrado. Mais de 20 anos de experiência, corretora do
nosso sistema de correção de redação e responsável pela resolução das
apostila de Linguagens e Códigos do infoenem, a professora é colunista
de gramática do nosso portal . Seus textos são publicados todos os
domingos. Não perca!
Nesta semana publicamos, aqui no Portal infoEnem, artigo que trata da Proclamação da República no Brasil. Em seguida a este acontecimento temos o que chamamos de República Velha ou República Oligárquica, quando a Política do Café com Leite e a Política dos Governadores vigoraram no período entre 1889 e 1930. Este é o assunto que abordaremos hoje.
A Política do Café com Leite foi uma aliança entre os dois estados mais influentes do país na época: São Paulo, o polo da economia cafeeira, e Minas Gerais,
onde estava concentrado o maior número de eleitores. Assim, a
Presidência da República era revezada. Num mandato tínhamos um mineiro,
no próximo, teríamos um paulista.
Isso acontecia através do apoio dos dois Estados para que os presidentes fossem eleitos.
A
Política dos Governadores também foi ligada a esse sistema. Era uma
aliança entre o Poder Executivo e os Governadores dos Estados. O
Presidente dava total autonomia aos governadores, enquanto estes
deveriam fazer a bancada de deputados federais aprovar todas as medidas
propostas pelo Chefe do Executivo. Assim, o país ficou sob as medidas de
São Paulo e Minas Gerais, que também comandavam as pequenas oligarquias
dos outros Estados.
O primeiro presidente eleito foi o paulista
Prudente de Morais, em 1894, seguido por Campos Sales, Rodrigues Alves,
Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Epitássio
Pessoa, Artur Bernardes e, por último, o paulista Washington Luís, cujo
mandato terminou em 1930.
Washington Luís deu fim a esse acordo
político quando, no final de seu governo, ao invés de indicar o mineiro
Antonio Carlos para o cargo, apoiou o também paulista Júlio Prestes,
rompendo com a aliança. Antonio Carlos então alia-se ao governo do Rio
Grande do Sul e da Paraíba para montar uma chapa de oposição nas
eleições. Por meio de uma fraude, São Paulo vence. Entretanto, é
organizado um movimento que deu origem a Revolução de 1930, que será o
tema de nossos próximos estudos.
Diferença entre Número Atômico (Z) e Número de Massa (A)
Por Fernando Buglia
www.mundoeducacao.com
Entender
os detalhes e os cálculos que envolvem o conhecimento da estrutura
atômica moderna é fundamental para qualquer estudante, principalmente
para os vestibulandos. Afinal, essa área da química é amplamente
explorada, não só pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como
também pelos vestibulares tradicionais que ainda restaram em vários
cantos do país.
Pensando nisso, resolvemos trazer uma boa introdução sobre alguns conceitos básicos da estrutura atômica.
Primeiramente,
é importante lembrar que, por meio dos métodos de mecânica quântica e
ondulatória, muitos conceitos dos modelos atômicos surgidos
anteriormente puderam ser corrigidos e/ou substituídos. Inclusive, já
falamos sobre os diversos modelos atômicos que apareceram ao longo do
tempo. Clique aqui e veja o artigo.
Entretanto,
de maneira bastante simplificada e didática, podemos dizer que o átomo
moderno é tomado com as seguintes características: Um núcleo (formado de
prótons e nêutrons) e a eletrosfera (composta pelos elétrons).
Os prótons
são partículas carregadas positivamente. Os nêutrons são partículas
neutras. Já os elétrons são partículas de massa desprezível e carga
negativa. O conjunto dos elétrons que orbitam em torno do núcleo
constitui a eletrosfera.
Portanto, de forma resumida, teremos:
Núcleo: Prótons + Nêutrons
Eletrosfera: Elétrons
A ilustração abaixo deixa bem clara as divisões modelo citadas:
Número atômico (Z)
Constitui
o número de prótons de um átomo. É dessa constatação que deriva um dos
conceitos mais importantes da química: o elemento químico.
Elemento químico é o conjunto de átomos que apresenta o mesmo número atômico . Ou seja, mesmo número de prótons.
Exemplos: Carbono (C), Hidrogênio(H), Oxigênio (O), Sódio (Na) etc.
Número de massa (A)
É a soma dos prótons e nêutrons do núcleo do átomo.
A= P + N
Agora
que você já entendeu a diferença entre número atômico (Z) e Número de
Massa, que tal tentar fazer um exercício bastante simples, só para fixar
o que acabou de ler? Vamos lá?
Exercício de fixação
Sabendo que o número atômico do Cálcio (Ca) é 20, e seu número de massa é igual a 40, calcule seu número de nêutrons.
Resolução: Como A= n + p, então 40 = n + 20, logo n = 20. Portanto, o número de nêutrons é igual a 20.
Continue
nos acompanhando que em breve vamos falar sobre íons (cátions e ânions)
e de como funciona a representação dos elementos químicos.
O planeta Terra possui uma infinidade de seres vivos. Como eles são o objeto de estudo da Biologia,
classificar, ordenar e, principalmente, nomear, faz-se necessário para
facilitar a compreensão dos mais diversos organismos. Esse ramo da
Biologia é chamado de SISTEMÁTICA. Os seres vivos são classificados conforme a espécie a que pertencem.
Mas, afinal, o que define uma espécie?
Uma espécie nada mais é do que um conjunto de seres vivos semelhantes que se reproduzem e geram descendentes férteis.
O
botânico Lineu, em meados do século XVII, foi responsável pelas bases
do sistema de classificação utilizado nos dias de hoje. Nomear os seres
vivos faz parte da Taxonomia, a qual compõe a
sistemática. A maior contribuição de Lineu foi o sistema binomial de
classificação, em que cada espécie é nomeada cientificamente e em latim,
língua da intelectualidade da época em que Lineu realizou seus estudos.
Com base no sistema binomial, o nome científico é composto de dois
termos, sendo que o primeiro possui obrigatoriamente letra maiúscula e
designa o gênero no qual o organismo está inserido, já o segundo termo
tem obrigatoriamente letra minúscula. O conjunto do primeiro mais
segundo termos constitui o nome da espécie. É importante destacar também
que tal nome deve ser destacado de algum modo. Em sistemas eletrônicos é
comum destacá-lo em itálico. Porém, em caso de escritas à mão, deve-se
grifar os dois componentes do nome separadamente.
Exemplo: Homo sapiens (gênero: Homo, espécie: Homo sapiens)
Homo sapiens (caso não seja possível o uso do itálico)
Dos reinos à espécie
As infinitas espécies são separadas em grupos maiores, os gêneros, que pertencem a uma família, que pertence a uma ordem, que pertence a uma classe, que pertence a um filo que, por sua vez, pertence a um reino,
grupo mais vasto e que engloba todos os outros. Existem também os
domínios, não muito cobrados em vestibulares e que englobam os reinos.
Fonte: slide player – google imagens
Uma técnica empregada para a memorização da ordem dos grupos taxonômicos é o esquema ReFiCOFaGE, em que cada inicial maiúscula corresponde a um grupo. É muito simples. Re = Reino, Fi= Filo, C=Classe e assim por diante.
Os Cinco Grandes Reinos
Reino Animal (Metazoa)
Envolve
os organismos eucariontes (seres cujas células apresentam carioteca),
são pluricelulares e HETERÓTROFOS (não produzem o próprio alimento,
dependendo de outros seres vivos para a nutrição).
Reino Vegetal (Metaphyta ou Plantae)
É
o reino das plantas. Cuidado, as algas NÃO pertencem a esse reino. Os
seres do reino vegetal são eucariontes, pluricelulares e AUTÓTROFOS
(produzem o próprio alimento). As células das plantas apresentam parede
celular que possui celulose.
Reino Fungi
Trata-se do reino
dos fungos, como cogumelo, orelha-de-pau, leveduras etc. São
eucariontes e podem ser unicelulares ou pluricelulares. São HETERÓTROFOS
e suas células têm parede celular que possui quitina.
Reino Protista (Protoctista)
Consiste
no reino mais heterogêneo, englobando uma grande variedade de seres,
com destaque para os protozoários e algas. Protozoários são unicelulares
e heterótrofos, já as algas podem ser uni ou pluricelulares e são
autótrofas. Algas e protozoários são eucariontes.
Reino Monera
É
o reino que reune as bactérias e as arqueas. Bactérias e arqueas são
seres microscópicos, unicelulares e procariontes (suas células não têm
carioteca). Podem ser autótrofas ou heterótrofas. Bactérias apresentam
parede celular de peptidoglicano (polímero constituído de carboidratos e
aminoácidos), enquanto as arqueas não possuem essa substância em suas
paredes celulares.
Domínio
Grupo taxonômico mais amplo e que envolve os reinos. Existem três domínios: Eukarya, Archea e Bacteria.
O domínio Eukarya contém todos os eucariontes, assim, engloba os reinos Animal, Vegetal, Fungi e Protista.
Os procariontes são divididos em dois domínios:
Bacteria: são as bactérias, possuem parede com peptidoglicano.
Archea: são as arqueas, sua parede celular não tem peptidoglicano.